
Vários fatores estão redesenhando o mapa das viagens este ano: frequência turística, facilidade de acesso a partir da França, capacidade de um lugar de oferecer algo além de um cartão-postal já visto. Os melhores destinos de viagem a serem descobertos este ano atendem a critérios que mudaram, e as seleções recentes confirmam isso.
Destinos menos saturados: o verdadeiro filtro de seleção em 2026
As recomendações recentes, especialmente aquelas divulgadas pela Euronews ou Barcelo, apontam para uma mesma constatação: os viajantes estão se afastando gradualmente dos destinos ultra-frequentados. O prestígio de um lugar não é mais suficiente para justificar filas de várias horas ou tarifas inflacionadas pela alta demanda.
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O que está emergindo são territórios secundários com forte identidade cultural. Na Espanha, localidades como Canfranc ou Aracena aparecem nas seleções de 2026 da Barcelo, longe dos circuitos turísticos de Barcelona ou Maiorca. Esses destinos oferecem um patrimônio arquitetônico, uma gastronomia local e paisagens naturais sem a pressão do excesso de turismo.
Para aprofundar essa abordagem e encontrar itinerários detalhados por país, uma recurso útil: https://voyageblog.fr/, que compila relatos de campo e dicas práticas sobre muitos destinos europeus e internacionais.
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A pesquisa realizada pela Tourdumondiste com 1.805 viajantes que realizaram uma longa viagem multi-país traz uma luz complementar. A Noruega é citada por 76% dos visitantes em seu top 3, o que a coloca no topo do ranking. Essa pontuação se explica menos por um efeito de moda e mais pela diversidade das experiências oferecidas: fiordes, ilhas Lofoten, caminhadas na natureza, observação das auroras boreais no inverno.

Viagens de trem e experiências específicas em vez de países inteiros
Os rankings concorrentes permanecem majoritariamente organizados por país ou por cidade. A National Geographic, em sua seleção de 2025, propõe uma abordagem diferente ao destacar experiências específicas, como viagens de trem luxuosas ou caminhadas nas encostas do Volcán de Fuego na Guatemala.
Essa mudança é significativa. Recomendar um país inteiro (Japão, Grécia, Islândia) equivale a não recomendar nada. Um destino relevante é definido por um itinerário, uma estação e um tipo de atividade, e não por um nome em um mapa.
Algumas experiências que ilustram essa tendência:
- As travessias de trem pela Escandinávia ou pelos Bálcãs, que permitem conectar várias etapas sem voos internos e com uma pegada de carbono reduzida.
- As caminhadas vulcânicas na Guatemala, acessíveis a partir de Antigua com operadores locais como OX Expeditions, combinando esforço físico e espetáculo geológico.
- As estadias no arquipélago indonésio de Raja Ampat, onde o mergulho e a observação da biodiversidade marinha substituem o turismo de praia clássico.
Em cada caso, a viagem se constrói em torno de uma prática em vez de uma lista de monumentos a serem visitados.
Destinos europeus próximos e flexibilidade de reserva
Um dos ângulos menos abordados pelos rankings habituais diz respeito à facilidade de partida. As estadias de última hora e as viagens próximas tornam-se um critério por si só, especialmente para as férias de verão.
A Euronews destacou vários destinos desconhecidos na Europa acessíveis para uma partida rápida neste verão. A ideia não é sacrificar a qualidade da experiência, mas priorizar lugares onde a oferta de hospedagem permanece disponível sem reservas com meses de antecedência.
As Puglia, na Itália, estão entre as regiões frequentemente consideradas subestimadas. Entre praias preservadas, arquitetura barroca de Lecce e culinária local, a região oferece uma alternativa viável à Toscana ou à costa amalfitana, com uma pressão turística menor.

Cracóvia, na Polônia, oferece um perfil diferente. A cidade concentra um rico patrimônio histórico, preços significativamente inferiores aos das capitais da Europa Ocidental e uma cena gastronômica em plena expansão. Cracóvia continua sendo uma das cidades europeias com melhor relação entre riqueza cultural e orçamento.
Critérios concretos para filtrar os destinos de viagem este ano
Em vez de uma lista de nomes, aqui estão os critérios que permitem distinguir um destino realmente adequado para uma viagem em 2026:
- O nível de frequência turística no período visado, verificável por meio de dados locais ou relatos de viajantes recentes.
- A acessibilidade a partir da França (voos diretos, conexões ferroviárias, tempo de viagem razoável).
- A possibilidade de reservar com um prazo curto sem custo adicional desproporcional.
- A presença de uma experiência estruturante (caminhada, gastronomia, patrimônio, mergulho) que justifique a viagem além do simples deslocamento.
A escolha de um destino deve ser guiada pela experiência desejada em vez de um ranking de prestígio. O perfil do viajante, a estação e o orçamento permanecem as três variáveis que determinam o destino mais adequado, muito mais do que um selo concedido por um meio de comunicação.
As tendências gerais para este ano apontam para viagens mais específicas, paisagens menos saturadas e uma organização mais flexível. As ilhas gregas, a Islândia ou o Japão continuam sendo destinos notáveis, mas o período de visita, o itinerário escolhido e o modo de transporte pesam tanto quanto o próprio local.